da felicidade simples
Filed Under () by Mazé Mixo on sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Posted at : 00:12
Tempo a gente tem
Quanto a gente dá
Corre o que correr,
Custe o que custar...
Tempo a gente dá
Quanto a gente tem
Custa o que correr,
Corre o que custar...
O tempo que eu perdi
Só agora eu sei
Aprender a dar
Foi o que ganhei
E ando ainda atrás
Desse tempo
Teee... empo de não correr,
Nem de me encontrar,
Ah... não se mexer!
Beija-flor no ar
O rio fica lá
A água que correu
Chega na maré,
Ele vira mar...
Como se morrer
Fosse desaguar!
Derramar no céu,
Se purificar...
Ah... deixar pra trás,
Sais e minerais,
Evaporar...
(rodrigo amarante)
da vida que cresce
Filed Under () by Mazé Mixo on quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Posted at : 23:54

ontem vi filme chamado
'wall-e", animação da disney/pixar sobre um pequeno robô romântico.
o protagonista, wall-e foi abandonado na Terra depois que os humanos gastaram todos os recursos naturais e cobriram (literalmente) a terra de lixo. o propósito do pequeno robô é justamente limpar, organizar a bagunça, e de todos os modelos iguais, ele foi o único a continuar funcionando depois de séculos, sempre conseguindo trocar suas próprias peças.
o carisma dele é visto só de olhar, com aqueles grandes olhos-de-cão-sem-dono e seu jeito desajeitado. logo no início do filme descobrimos que ele tem personalidade própria, e que gosta de música, e de um filme em especial, provavelmente da décade de 50, um musical romântico. uma cena em especial parece cativá-lo mais: quando o mocinho e a mocinha dão as mãos. é a representação do amor, simples e um tanto ingênua.
temos então um pequeno robô romântico, que sonha justamente ter um par, alguém pra dar as mãos. minha intenção aqui não é falar a sinopse do filme (só terminar dizendo que é um filme muito bonitinho, tipicamente da disney, com final feliz e tudo o mais), mas questionar essa coisa do amor.
esse desejo do amor, essa busca, essa "necessidade" me parecem forçadas hoje em dia, com um pensamento muito distorcido. as pessoas PRECISAM amar, PRECISAM se sentir amadas, e associam qualquer pequeno sentimento com esse tal de amor. eu vejo adolescentes, pré-adolescentes com essa visão super-romântica do amor, da eternidade das coisas. eu mesmo, em meu primeiro amor, aos 17, pensava que era eterno, e minha pessoa era a única e mais importante pessoa de todo o universo.
hoje em dia, depois de tempo, tropeços e pés na bunda vejo as coisas um tanto diferentes, apesar de, graças a deus, achar que nada é fixo e absoluto. acho que o amor é raro e que como disse, as pessoas confundem outros sentimentos com amor. confundem paixão com amor, confundem tesão com amor, confundem afinidade com amor.
amor é mais sublime, mais simples, mais complexo e contraditório.
amor é o que fica, o que sobrevive, o que é sim, eterno.
voltando ao filme. wall-e tem como companheira uma pequena barata, que é, logicamente, diferente dele, e se apaixona pela robozinha que conhece, depois de tanto tempo sozinho. ele passa o restante do filme querendo agradá-la, para enfim conseguir dar as mãos. buscando, nela, o amor.
será que ele realmente se apaixona, que realmente a ama ?
será que devemos, buscar, desesperadamente o amor ? será que ele tem quer ser motivo ? será que ele deve ser meta ?
das palavras do arnaldo
Filed Under () by Mazé Mixo on quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Posted at : 00:18
"e a montanha insiste em ficar lá,
parada"
parada"
das palavras do velho
Filed Under () by Mazé Mixo on quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Posted at : 23:58
"...porque a vida ri-se das previsões, e põe palavras onde imaginávamos silêncios, e súbitos regressos quando pensámos que não voltaríamos a encontrar-nos"
josé saramago, "a viagem do elefante"
josé saramago, "a viagem do elefante"
estou aqui, resort de luxo, onde o quarto mais barato custa quase R$800, acompanhando um grupo de diretores de uma empresa.
serão três dias de palestras motivacionais e encontros de relacionamento. no momento estou fugido de uma dessas palestras, enquanto eles desenham uma camisa e falam sobre metas e compromissos.
a questão não é a reflexão, nem tampouco as palavras, mas a hipocrisia de um umas pessoas quantas... ingenuidade minha, pensar que pessoas com formações superiores, ricas, bem-sucedidas não são machistas, nem mal-educadas.
lógico que eles sairão daqui com melhor relacionamento, conhecendo melhor uns aos outros, e trabalharão melhor, provavelmente. mas me incomoda todas as florezinhas e solzinhos e palavras genéricas (família, amor, energias) sem sentimento real (no momento)
os homens parecem ser homens em qualquer 'classe social'.
eu continua afirmando minha 'masculinidade tranquila' (sem trema), sem necessidade de provar algo, ou de ser ogro, estúpido, insensível.
as pessoas são o que são... e eu sou um escroto, por julgar.
e os julgo.
serão três dias de palestras motivacionais e encontros de relacionamento. no momento estou fugido de uma dessas palestras, enquanto eles desenham uma camisa e falam sobre metas e compromissos.
a questão não é a reflexão, nem tampouco as palavras, mas a hipocrisia de um umas pessoas quantas... ingenuidade minha, pensar que pessoas com formações superiores, ricas, bem-sucedidas não são machistas, nem mal-educadas.
lógico que eles sairão daqui com melhor relacionamento, conhecendo melhor uns aos outros, e trabalharão melhor, provavelmente. mas me incomoda todas as florezinhas e solzinhos e palavras genéricas (família, amor, energias) sem sentimento real (no momento)
os homens parecem ser homens em qualquer 'classe social'.
eu continua afirmando minha 'masculinidade tranquila' (sem trema), sem necessidade de provar algo, ou de ser ogro, estúpido, insensível.
as pessoas são o que são... e eu sou um escroto, por julgar.
e os julgo.
de todas aquelas coisas
Filed Under () by Mazé Mixo on segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Posted at : 11:18
ontem visitei o útero.
me surpreendi com todos os sentimentos, todas as reações, todas as repercussões.
me senti vivo, me lembrei que não estou sozinho.
e que há pulsa, grita, vive. dentro de mim.
me surpreendi com todos os sentimentos, todas as reações, todas as repercussões.
me senti vivo, me lembrei que não estou sozinho.
e que há pulsa, grita, vive. dentro de mim.
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